11 Mar NAFA Ver Todas

Luís Figo enfrenta Joseph Blatter, Michael van Praag e Ali bin Al-Hussein na candidatura que está a levar a cabo à presidência da FIFA. O antigo capitão da seleção portuguesa traçou como meta principal “devolver credibilidade” ao organismo que gere o futebol mundial caso seja eleito.

“As primeiras coisas a serem feitas são devolver credibilidade à Fifa e dar transparência à administração. Isso só se consegue com a mudança das lideranças que lá estão. Quero trabalhar para aumentar o número de praticantes de futebol, partindo do princípio de que a Ásia é extremamente importante para conseguirmos ter cada vez mais jovens a jogar futebol. Depois disso, acredito que a distribuição dos recursos financeiros da FIFA tem de ser muito mais eficiente porque atualmente os valores fornecidos a todas as instituições estão muito aquém do que eu proponho. Quero também fazer uma mudança na estrutura da FIFA com a consulta de todas as federações. Outra proposta é aumentar o número de seleções participantes no Campeonato do Mundo e intensificar a luta contra o racismo e o doping”, começou por referir em entrevista ao jornal brasileirão “Estadão”. Além disso, Figo mostra-se a favor da utilização das tecnologias que hoje existem em prol do futebol.

“Hoje em dia, vivemos numa sociedade muito dependente da tecnologia. Ela já é utilizada em vários desportos. Acredito que a tecnologia ajuda a arbitragem a tomar muitas decisões e diminuiria as polémicas sobre lances importantes”, esclarece. Sobre o combate à corrupção, o ex-futebolista diz que a melhoria quanto a esta área passa sobre a “mudança de estrutura”.

“Passa necessariamente pela mudança de estrutura da entidade. A minha proposta é dividir os organismos dentro da FIFA entre responsabilidades e poder, diminuindo o peso do Comité Executivo. Quero que a FIFA volte a ter uma comissão de auditoria que possa controlar os movimentos feitos pelo presidente e também pelo Congresso e o Comité Executivo. Essa comissão de auditoria seria independente e daria à FIFA a transparência que nesse momento não existe”.