12 Dez Sem comentários NAFA Ver Todas

O Treinador Vítor Oliveira acusou Hugo Miguel de ter insultado os jogadores; estes apresentaram queixa por injúrias; o árbitro lisboeta admite fazê-lo por difamação.

Acusado pelo treinador do União da Madeira de chamar “filho da p…” aos jogadores no nulo com a Oliveirense, o árbitro Hugo Miguel nega. Vítor Oliveira foi porta-voz da revolta de vários atletas, que lhe atribuem repetidos insultos, na sequência dos quais Mendy, Chico e Zarabi apresentaram queixa por injúrias. “Não o fiz”, defendeu-se o árbitro lisboeta que, no jogo de candidatos à subida, expulsou o avançado Élio, o treinador Vítor Oliveira e o médico da equipa da casa. “A minha versão é a que está no relatório do jogo, onde estão descritas as três expulsões que tive de fazer. Está na Liga, será analisado pelo Conselho de Disciplina, que depois se pronunciará”, recordou, sem entrar na matéria reservada e surpreendido com as acusações. “Não sei o que leva àquele tipo de declarações. As pessoas têm os meios para o fazer e terão os meios para o provar”, comentou, atento a qualquer “situação de difamação”. Também Hugo Miguel poderá vir a apresentar queixa, admitiu: “Aguardo, a ver se [a queixa] concretiza o teor das afirmações feitas no calor do jogo. Guardo para mais tarde a decisão de avançar com outra situação. Tenho cerca de 200 jogos nas competições profissionais e nunca o meu nome esteve envolvido em algo semelhante. Tenho a ideia de ter um relacionamento de cordialidade.”

“Não entendo este ruído por uma equipa não ter ganho um jogo”, acrescentou, numa alusão ao prejuízo do União da Madeira, que viu distanciar-se o líder e caiu para o quarto lugar. Hugo Miguel confirmou ainda que, à saída do estádio, foi identificado pela polícia: “A PSP pediu-me a identificação, quando estava a abandonar as instalações. Foi uma situação um bocadinho caricata e forçada, para “show-off”: sabiam quem eu era, não me escondi e continuo a não me esconder. Foi um pró-forma: o agente disse-me que tinha instruções superiores para pedir a minha identificação. Pronta e amavelmente, acedi a apresentar o meu cartão de cidadão.”